quarta-feira, 27 de novembro de 2013
A viajem
Ela era tão linda. Seu rosto era atraente, sua voz era macia e eu por algum motivo era incrivelmente apaixonado até por seus pulsos. Tão finos, tão delicados, tão necessitados de mim os segurando firmemente. Poderia mapear cada canto do seu corpo, poderia reconhecer cada cheiro dele e, caso me perdesse, não haveria problema algum. Moraria nele como um náufrago perdido o resto de minha vida. Gostava do modo como sabia se encaixar em mim independente do meu humor. Às vezes era mansa, às vezes louca. Era incorrigivelmente perfeita. Mas naquele fatídico dia, o que eu mais temia aconteceu.
De manhã ao acordar, notei que ela havia me mandado uma mensagem SMS: “Amor, o que acha da gente fazer uma viajem juntos esse final de semana?” Entrei em choque. Admito que fui covarde, talvez fraco, mas ainda não estava preparado para encarar essa situação, para digerir isso com normalidade. Estaria eu fazendo tempestade em um copo d’água? Seria na verdade uma situação normal, banal entre qualquer casal? Poderia eu me acostumar com essa nova realidade? Confesso... Não consegui. Terminamos.
Eu estava cego. Suportaria surtos de ciúme, tpm’s assassinas e até mesmo, quem sabe, uma traição. Mas uma viajem, com “j”, foi mais do que meu coração apaixonado poderia suportar. Nunca mais nos vimos. Fiquei sabendo, por uns amigos em comum, que agora está na faculdade, acredite : Letras. Ainda sinto saudades dela. Quem sabe um dia, quando seu português estiver melhor, sei lá...
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Magnetismo
A estrada estreita por onde eu caminhava
Já não existe mais
Na verdade, não há mais estradas
O que existe é um magnetismo
Que me atrai simultaneamente
Para ambos os lados,
Com uma soberba que me faz esquecer
Estar no centro da situação.
Eu sinto todo essa força
Atraindo meus dois polos
Norte e sul,
A ponto de não saber
Qual desses lados é mais forte
E me encontro entre eles, perdido
E ignorado. Sem saber pra qual ceder.
Se ao que sente demasiado,
que sofre e que se entrega,
Que faz do momento a sua morada
Ou ao indiferente, seguro e petulante
Que parece sempre saber cada passo que dá
Sinto-me ainda mais confuso
Ao perceber que as minhas duas metades
Avançam em sua direção
Porém por caminhos diversos,
cada uma à sua maneira,
E com isso, me partindo ao meio
Fazendo-me, aparentemente,
ter que escolher, entre:
Amar ou ser amado
Já não existe mais
Na verdade, não há mais estradas
O que existe é um magnetismo
Que me atrai simultaneamente
Para ambos os lados,
Com uma soberba que me faz esquecer
Estar no centro da situação.
Eu sinto todo essa força
Atraindo meus dois polos
Norte e sul,
A ponto de não saber
Qual desses lados é mais forte
E me encontro entre eles, perdido
E ignorado. Sem saber pra qual ceder.
Se ao que sente demasiado,
que sofre e que se entrega,
Que faz do momento a sua morada
Ou ao indiferente, seguro e petulante
Que parece sempre saber cada passo que dá
Sinto-me ainda mais confuso
Ao perceber que as minhas duas metades
Avançam em sua direção
Porém por caminhos diversos,
cada uma à sua maneira,
E com isso, me partindo ao meio
Fazendo-me, aparentemente,
ter que escolher, entre:
Amar ou ser amado
terça-feira, 5 de novembro de 2013
A mística por trás de uma calcinha
Pobre do homem que pensa que as mulheres escolhem a calcinha que usarão numa noite especial do mesmo modo que nós homens escolhemos a nossa cueca: A que não estiver furada. Esse símbolo de sensualidade feminina esconde uma das maiores místicas desse ser venusiano de pele macia e fala (nem sempre) mansa.
Nada faz uma mulher se sentir mais desejada do que um homem que ama vê-la de lingerie, que presta atenção na cor, na textura, no tamanho ou então que a peça para vestir "aquela" calcinha só para ele. No fundo é um pedaço minúsculo de pano, mas que faz aflorar a feminilidade da mais indiferente das mulheres. Apesar de muitos homens acharem que elas só servem para ser tiradas, um cara que sabe dar vida e alimentar essa fantasia real de que, ela não escolheu aquela calcinha na gaveta ao acaso, e que consegue fazer com que ela sinta intensamente toda essa sensação de sentir-se linda e de, não só fazer sentir desejo, mas de sentir-se realmente desejada, está um passo a frente de ter uma mulher verdadeiramente confiante, inteira, entregue e, consequentemente, desejosa. Um furacão.
Uma lingerie, escolhida minuciosamente na gaveta para aquela ocasião especial, não esconde somente aquilo que a maioria dos homens pensa, esconde um universo feminino de entrega e sensações que são vividas de uma forma tão intensa, seja por uma vida inteira ou por uma noite, que nós homens, reles mortais, jamais poderemos entender, quanto menos sentir. A nós, cabe apenas admirar e mergulhar, sem pressa e sem medo, nesse universo que é cada mulher, por trás de sua calcinha.
Nada faz uma mulher se sentir mais desejada do que um homem que ama vê-la de lingerie, que presta atenção na cor, na textura, no tamanho ou então que a peça para vestir "aquela" calcinha só para ele. No fundo é um pedaço minúsculo de pano, mas que faz aflorar a feminilidade da mais indiferente das mulheres. Apesar de muitos homens acharem que elas só servem para ser tiradas, um cara que sabe dar vida e alimentar essa fantasia real de que, ela não escolheu aquela calcinha na gaveta ao acaso, e que consegue fazer com que ela sinta intensamente toda essa sensação de sentir-se linda e de, não só fazer sentir desejo, mas de sentir-se realmente desejada, está um passo a frente de ter uma mulher verdadeiramente confiante, inteira, entregue e, consequentemente, desejosa. Um furacão.
Uma lingerie, escolhida minuciosamente na gaveta para aquela ocasião especial, não esconde somente aquilo que a maioria dos homens pensa, esconde um universo feminino de entrega e sensações que são vividas de uma forma tão intensa, seja por uma vida inteira ou por uma noite, que nós homens, reles mortais, jamais poderemos entender, quanto menos sentir. A nós, cabe apenas admirar e mergulhar, sem pressa e sem medo, nesse universo que é cada mulher, por trás de sua calcinha.
Assinar:
Postagens (Atom)

