sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Liberdade...
As asas batendo outra vez...
Sera por um sonho, devaneio ou uma paixão?
Por angústia, liberdade ou
Simplesmente porque é verão?
Mas sem razões a serem entendidas
Ela se vai no fim do mês
Como voa bonito, com asas estendidas
Com seu corpo protegido pelas nuvens
E com o vento,
Acarinhando calmamente seus cílios
Enquanto a lança num universo infindável
Em que não há onde se agarrar
Porém vai com peso
Que não lembro ter visto
Quando a vi pela primeira vez
Voa meio torta, mas também meio certa
Cambaleia, mas continua seguindo,
Linda.
Penso que, talvez,
Não quisesse sempre voar
Só não sabia fazer o mais simples,
Ficar,
Ter,
Repousado em seu colo despido,
De roupas e receios,
Um rosto desperto, atento e apaixonado,
Satisfeito.
Sem trovoadas e turbulências,
Sem furacões ou tempestades tropicais,
Pleno.
Penso que aquele peso,
É a saudade alada,
Que quem bate asas leva consigo
A saudade que fica no peito de quem foi
Mas no fundo queria ficar
Só não sabia como
De quem já não podia mais deixar-se levar,
Fechar os olhos
Sentindo o afago do vento em seus cabelos
Porque hoje,
O céu já não era uma escolha
Era prisão
Afinal, nem todo céu é livre
Liberdade, de fato,
Não é apenas bater asas e voar
Porque tê-las, sem saber pousar
É como estar aprisionado aos céus
Assim como quem não as tem
Está preso ao chão
Liberdade é algo ainda sem definição
Sem métrica ou classificação
É a criança que brincou de pique
Esperando não ser encontrada
Liberdade são reticências
Divagando perdidas no espaço
Torcendo pra não trombar por aí
Algum ponto final...
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Uma vida de cão
Grandes homens não estão preocupados com coisas grandiosas. Talvez esse seja o problema do mundo. E também a salvação pessoal de cada um desses homens.
Talvez um deles esteja neste exato momento sentado em algum banco de praça, e não há nada mais poético do que um banco de praça, apenas observando o universo, questionando os intangíveis porquês, gargalhando com o que lhe aquece a alma e se deliciando com os nuances do sorriso de uma mulher. Enquanto o resto digladia-se lutando por coisas que, de fato, nunca serão suas, ele continua boiando de mente e braços abertos em um momento que existe somente em nossas cabeças: O momento.
Já parou pra pensar como é triste a vida de um momento? Pois pense agora, quando ele se dá conta que existe, já não existe mais, passou. Seria isso triste ou o fato de viver uma vida sem futuro, acorrentada ao momento presente nada mais é que a chave pra felicidade? Livre de expectativas e perspectivas, só o seu melhor neste exato momento. Bom ou ruim?
Eu adoro essa imagem, alguém pode imaginar alegria maior do que não ter um centavo no bolso, ainda nao ter garantido o almoço, mas estar sentado em algum canto fazendo carinho num cachorro vira lata enquanto compartilha com ele toda essa vida de cão, sentindo que, no fundo, já tem tudo que precisa? Às vezes sinto estar enlouquecendo mas, pense, quantas vezes a loucura já te pareceu a parte mais sensata de tudo isso?
Talvez um deles esteja neste exato momento sentado em algum banco de praça, e não há nada mais poético do que um banco de praça, apenas observando o universo, questionando os intangíveis porquês, gargalhando com o que lhe aquece a alma e se deliciando com os nuances do sorriso de uma mulher. Enquanto o resto digladia-se lutando por coisas que, de fato, nunca serão suas, ele continua boiando de mente e braços abertos em um momento que existe somente em nossas cabeças: O momento.
Já parou pra pensar como é triste a vida de um momento? Pois pense agora, quando ele se dá conta que existe, já não existe mais, passou. Seria isso triste ou o fato de viver uma vida sem futuro, acorrentada ao momento presente nada mais é que a chave pra felicidade? Livre de expectativas e perspectivas, só o seu melhor neste exato momento. Bom ou ruim?
Eu adoro essa imagem, alguém pode imaginar alegria maior do que não ter um centavo no bolso, ainda nao ter garantido o almoço, mas estar sentado em algum canto fazendo carinho num cachorro vira lata enquanto compartilha com ele toda essa vida de cão, sentindo que, no fundo, já tem tudo que precisa? Às vezes sinto estar enlouquecendo mas, pense, quantas vezes a loucura já te pareceu a parte mais sensata de tudo isso?
Assinar:
Postagens (Atom)

