Que a nossa relação não seja restrita ao toque,
mas principalmente ao desejo
e a total aceitação que o permeiam.
Que não sejamos reféns
apenas das doces palavras,
mas nos fortaleçamos também
nas boas ações e intenções
que muitas vezes
a mais dura das palavras esconde.
Que não nos beijemos esquecendo
do furor incontrolável
que passeia pelo nosso corpo
causado pela simples ideia do encontro de nossas línguas,
furor esse capaz de fazer
do toque dos nossos lábios
a conexão de nossos corpos,
todos eles.
Que, quando estivermos juntos,
Ou mesmo distantes fisicamente, possamos ser, um para o outro,
energia e acalento.
Energizando pela manhã
e acalentando ao fim do dia.
Em algumas vezes, o contrário.
Que nosso amor seja,
um para o outro,
acalorado, penetrante e resplandecente assim como a luz do sol.
Que ele tenha força o suficiente
para se espremer e se moldar
por entre as frestas do trivial cotidiano e consiga ser visto mesmo quando as janelas, ou os olhos,
estiverem fechados.