quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Crua, nua, sua.



Se embebeda comigo
Faça que sou a taça e me transborda
Pense que sou o vinho e me degusta
Me inventa, me descobre, me assusta

Me chama de puta, de linda, de sua
Me joga na mesa, derruba esses pratos
E me coma crua
Ou então não me coma, 
Me traga, me engula nua

Diz não ligar pra o que eu digo
E me faça mudar de opinião
Enquanto me beija o umbigo
E me faz trocar dez vezes
Entre o sim e o não

Só não me deixe pensar 
Ser só essa mulher
Que você diz amar
Quando chega à noite da rua

E que diz a todos,
Mesmo sem o bem que um querer exige,
Ser sua




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