O que tu pensas que és,
Na verdade,
és leve brisa passageira
que já se foi,
mas deixou seu aroma no ar.
O que tu diz ser,
e diz à todos,
sempre seguido de batidas contra o peito,
não passa de um trem
que já descarrilhou e se desgovernou,
e não tem como saber qual seu destino
antes de chegar ao ponto final.
Tudo aquilo que afirmas ser,
não passa de uma memória
guardada na mente de um corpo
em constante movimento
que piscou seus olhos,
e quando os abriu,
já não estava mais onde pensava.
Porque teu prazer
não está em construir.
E nem propriamente na destruição.
Mas sim,
em sentir os olhos cegos
com a poeira do que recém desmoronou,
sem poder ver se o próximo passo
será em falso ou não.
E somente neste momento,
tú és tú, verdadeiramente.

Poxa vida!!
ResponderExcluirAff 1:32 da matina e eu lendo essas bagaceras que vc escreve kkkk ainda bem qe faz sentido!!
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